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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mundo Cão e a Caverna de Ali Bábá !!!


Victor Nogueira Quem lucra e quanto lucra a comunicação social com a publicidade ?
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Victor Nogueira PS/PSD  e CDS carregam nos impostos sobre quem trabalha, fomentam o desemprego, congelam aumentos salariais e de reforma, fomentam a precariedade,cortam nos apoios sociais e as pessoas em vez de direitos voltam à caridadezinha da mão estendida para a esmola ?
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Há dias comentei que o Banco Alimentar dizia que havia menos contribuições dos consumidores. Mas trata-se dum grande negócio para as  cadeias de distribuição: as pessoas compram, ajudam a aumentar os lucros e .... o Governo ainda ajuda as grandes redes de distribuição que agora estão abertas aos sábados, domingos e feriados. Deste modo controlam ainda mais e em seu benefício o que é produzido a montante e lucram com a falências das pequenas e médias empresas, já que sem vestir e comer as pessoas não podem passar. Engordam ainda mais com a crise. Não  têm pudor nem a ASAE repara que elas recongelam produtos, que são aqueles que apresentam cristais de gelo. Ou estarei errado ?  Se não estiver errado, então vendem produtos que não deveriam re-congelar mas pergunta-se: que fazem aos produtos em fim de prazo de validade ou perecíveis: oferecem-nos a quem precisa ou vai tudo para o lixo ?
Victor Nogueira Em tempo de crise, 55 ex-deputados do PS, PSD, MPT e PPM pedem subsídio de re-integração na vida activa. Lapidares as justificações de Ana Manso (PS) e de Nuno da Câmara Pereira (PPM). Esta gente de partidos que cortam nos subsídios e apoios sociais e lançam centenas de milhares de pessoas no desemprego e na sopa dos ...pobres, não têm pingo de vergonha ?
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Parlamento 55 deputados pedem subsídio


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Victor Nogueira
Precisamos das pessoas reais, olhar no olhar, mão no ombro, abraço ou beijo,ouvir e sentir o outro, refeição compartilhada, enquanto estamos vivos. O resto, o resto é nada ! Que me interessa que me homenageiem ou lembrem depois de morto, se dessas manifestações nada saberei ? O "Senhor do Olá" ou "do Adeus" era simpático, mas de quantos sem abrigo desviamos o olhar ou quantos convidamos para nossa casa e para a nossa mesa? O "Senhor do Olá" vivia num palacete, tinha dinheiro e solidão e alguns amigos reais. Para quantos o palacete é uma caixa de cartão e o travesseiro uma pedra e a comida uma necessidade vital e a solidão uma realidade gritante ?
há 22 horas
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Victor Nogueira
 Limitei-me a chamar a atenção para a necessidade de solidariedade e afectos imprescindíveis enquanto estamos vivos, com gestos e acções concretas, reais, que se sintam e entendam. Quanto ao resto, seremos apenas memória real enquanto viverem aqueles que connosco (con)viveram, tenham ou não sido companheiros/as de jornada. Depois, serão apenas sons, jogos de luzes ou carreirinhas de letras que nos emocionam ou não, mas despersonalizados. Abraço do Victor Nogueira, o tal que nasceu, vive e um dia morrerá !
há 7 horas
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Kant_O_XimPi fez 4 anos em 14 de Junho

 

 

DOIS MOMENTOS, DOIS RETRATOS

DOIS MOMENTOS, DOIS RETRATOS

1 . - Uma "manife" em Évora, num verão quente, nos idos de 1974

Ontem, no comício do PC, ali no Rossio de S.Brás, o Álvaro Cunhal falou na independência dos povos das colónias. (...) Ainda antes do Álvaro Cunhal falar o palco foi abaixo por duas vezes. Uma multidão imensa concentrava se em redor do palco, junto ao Monte Alentejano, agitando se inúmeras bandeiras vermelhas do PC. Em uníssono, a multidão repetia as palavras de ordem, de punho erguido.
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Detecto, junto a mim, um grupo que vai comentando ao sabor das intervenções. Quando se falam nas torturas sofridas pelo Cunhal e outro comunista, uma mulher ao meu lado diz me: "Coitadinho! Bandidos!" E a multidão grita: "Morte à PIDE!". Dois delegados dos Sindicatos Agrícolas (Évora e Beja) enumeram as quebras dos contratos colectivos de trabalho e o nome dos latifundiários. A multidão grita: "Morte aos cães!" "A terra a quem a trabalha!".
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Ao meu lado, algumas mulheres dizem: "É assim mesmo!" e "Essa sou eu!", quando se fala em ranchos despedidos. O Álvaro Cunhal cita as lutas revolucionárias dos trabalhadores alentejanos e a "palha" que os latifundiários teriam mandado dar aos trabalhadores que imploravam comida. E a revolta; que enquanto houvesse ovelhas, galinhas e porcos não comiam palha os trabalhadores!
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O Partido faz a sua campanha e no palco estão pessoas que já conheço de há muito. Por detrás delas, enormes, em fundo vermelho, as efígies de Marx, Engels e Lenine. A brancura de Évora é agora quebrada por cartazes do PC. Marx, Engels e Lenine enchem as ruas, conjuntamente com cartazes com a foice e o martelo. (1974.07.28)
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2. - Passa Camarada
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Na Voz do Operário ao chegar à porta para o pátio olhei por cima do ombro e vi o Álvaro e o seu guarda-costas e disse-lhe naturalmente: «Passa, camarada» ao que ele retorquiu " Passa tu, camarada, que chegaste primeiro» E assim ficámos lado a lado no pátio, numa lenta fila para o almoço, enquanto as pessoas vinham cumprimentá-lo ou apresentá-lo aos filhos de colo ou não.
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Foi uma hora divertida e tenho pena de não ter fixado por escrito as conversas, as impressões já desvanecidas e, sobretudo, os diálogos bem humorados com Dias Lourenço sobre as peripécias em torno das fugas de Peniche.
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Porquê Kant_O_XimPi

sábado, 25 de abril de 2009

O 25 de Abril de 2009 nos meus blogs






D'Ali e D'Aqui


SONETO ESCRITO NA MORTE DE TODOS OS ANTIFASCISTAS ASSASSINADOS PELA PIDE - Ary dos Santos

Soneto do Trabalho - Ary dos Santos


Mu(n)do Phonographo

25 de Abril - O Antes, o Entretanto e o Agoramente - Textos de Victor Nogueira


Kant_O Photomatico

Évora em Fotografia (1974 - 1976) - Fotografias de Victor Nogueira


Ao (es)correr da Pena e do Olhar

Victor Nogueira - Poesia


Kant_O_XimPi

PCP comemora 35 anos da Revolução dos Cravos nas ruas

Sábado, Portugal celebra os 35 anos da Revolução dos Cravos

PCP - Comemorar Abril na luta

PCP - É preciso Abril de novo!

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25 de Abril - O Antes, o Entretanto e o Agoramente - Textos de Victor Nogueira



As voltas que o Mundo dá - Victor Nogueira
Mortos com os «safanões» ordenados por Salazar e Caetano (1) - Victor Nogueira
Mortos com os «safanões» ordenados por Salazar e Caetano (2) - Victor Nogueira

1926 a 1974 - 48 anos sem direitos - Victor Nogueira
Uma greve no antigamente - Victor Nogueira
Um 1º de Maio no tempo do fascismo - Victor Nogueira
Na cadeia e no tribunal de Arraiolos - Victor Nogueira
Uma sessão cultural em Évora - 1972 - Victor Nogueira
Achamentos, Descobrimentos ou Encontros de Culturas - uma outra abordagem ! - Victor Nogueira
O 4 de Fevereiro e o início da guerra em Angola - Victor Nogueira
O 15 de Março em Angola - Victor Nogueira
O maior português de todos os tempos (1) Zé Povinho ou Fernão Mendes Pinto - Victor Nogueira
O Alentejo Rural - antes e depois de Abril - Victor Nogueira
A matança dos «inocentes», segundo a História do Senhor M. Lima - Victor Nogueira
Massacres em Angola - 1961- pontos de vista - Victor Nogueira
Guerra, Descolonização e tentativa de branqueamento da História - Victor Nogueira
Portugal: descolonização exemplar ou traição criminosa ? - Victor Nogueira
OS DIAS DA REVOLUÇÃO (notas soltas) - Victor Nogueira
A subversão encapotada da Constituição - Victor Nogueira
Ainda a VI Revisão Constitucional - Victor Nogueira
25 de Abril - Tempo de Vida e Tempo de Afirmação - Victor Nogueira
A mulher e o mundo do trabalho - Igualdade por cumprir - Victor Nogueira
Em Luta pela Defesa do Direito ao Trabalho à Saúde e a uma Vida com Dignidade - Victor Nogueira
A Escola Pública posta em causa ? - Victor Nogueira
Reflexões sobre a história e os diferentes ângulos de visão - Victor Nogueira
25 de Abril - Reflexão e alguns dados - Victor Nogueira
Campanha pelo Direito à Vida ! - Victor Nogueira

terça-feira, 19 de agosto de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

10 de Junho - O Dia da RAÇA e o que mais se lerá



Helena Vieira da Silva

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Évora - manifestação dos trabalhadores agrícolas (Largo junto à Porta de Avis ?)

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Évora - manifestação dos trabalhadores agrícolas

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Fotos de Victor Nogueira




[expo_abelmanta_grande.jpg]

João Abel Manta

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Lisboa - Mural (apagado) na Rua António Maria Cardoso (sede da PIDE/DGS)
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Foto de Victor Nogueira
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Abril em Maio após Novembro (1)

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O Sonho ...
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As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade»

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Victor Nogueira

Esta última carta foi colectiamente subscrita por mim e mais dois ou três colegas meus e remetida tal como a anterior aos jornais da oposição
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clicar nas imagens para ler


Na «Primavera» Marcelista de Marcello, este, num gesto «largo e generoso», mal-citando eu Pessoa (1), permitiu o regresso de dois exildos políticos, Mário Soares e D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto. Para alguém mínimamente (in)formado tratava-se duma operação de cosmética, pois os exilados no Tarrafal, em S.Nicolau, em Caxias ou em Peniche continuaram no exílio com «seguras» medidas de protecção.

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Continua em As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade» - Victor Nogueira

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O Dia da RAÇA e o que mais se lerá
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* Victor Nogueira
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Dentro de momentos a Praça do Giraldo será cenário duma manifestação [do 10 de Junho] que pretendem grandiosa e durante a qual se enaltecerá essa gloriosa e alegremente sacrificada juventude portuguesa que em terras de África defende a herança dos seus avoengos, numa guerra santa sobre cujos fundamentos se não admitem dúvidas. Entretanto a Universidade de Coimbra está em greve desde há largas semanas, greve de que os jornais não falam, a não ser publicando os diversos e por vezes incoerentes e inverosímeis comunicados das autoridades académicas. A música continua a ser monoral. (...) Está uma manhã cheia de sol, contrastando com o pluvioso e cinzento dia de ontem. Pela janela aberta chegam‑me aos ouvidos o chilrear dos pássaros e os discursos transmitidos pelos autofalantes, na cerimónia que se realiza a dois passos daqui, entrecortados por salvas de palmas. (NSF - 1969.06.10)
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Isto por cá não anda muito bom. As greves sucedem‑se diariamente - só por portas travessas se sabe - e as deserções do exército, nomeadamente dos oficiais milicianos, continuam a verificar‑se. Entretanto o problema do Ultramar continua a ser explorado emocionalmente, com completo desrespeito pelos interesses do povo português. A emigração aumenta. A nau mete água por muitos rombos. (NSF - 1970.07.18)
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No Giraldo Square erguem-se bancadas e toldos, que vedavam ao trânsito automóvel a rua da Selaria (ou 5 de Outubro). O Giraldo é uma "bancadaria" para [comemorações d]o 10 de Junho, que este ano deve ser comemorado em grande, para compensar os desastres que se vão averbando na Guiné e no Norte de Moçambique. (...) Domingo próximo, em Portugal de lés‑a‑lés, viver‑se‑ão jornadas de fervor patriótico! (MCG - 1973.06.07)
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Ontem à noite (1973.10.24), no regresso de Arraiolos, muitos Mercedes a caminho de Évora, onde às 21:30 alentejanos cinzentos de ar sisudo aguardavam ordeiramente o início da sessão de propaganda da ANP [Acção Nacional Popular]. Debaixo dos arcos [arcadas], uma fila de homens, com ar humilde e jeito de rebanho descido da camioneta, dirigia‑se para o cinema onde se realizaria a tal sessão. A Oposição não comparecerá as eleições no domingo. O Marcelo [Caetano] bater‑se‑à contra nada. (MCG - 1973.10.25).
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Levanto os olhos e vejo muitos magalas, na sua farda verde oliva. Andam também pelas ruas, aos grupos, espalhafatosos, como quem já tem o seu grão na asa. "Cheira‑me" que haverá dentro em breve mais um contingente para a guerra em África. Alguns escrevem, curvados sobre o papel, a caneta firme na mão, como quem não está habituado a frequentes escrituras. Parecem rapazes muito novinhos; uns conversam, irrequietamente, outros têm um ar absorto, ausente.
(MCG - 1973.11.26)
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Hoje foi o Dia da Polícia e está explicado porquê toda a semana têm desfilado pelas ruas da cidade: preparação do grande acontecimento, em que estrearam os capacetes cinzentos com viseira protectora, espingarda de baioneta calada ao ombro, deixando, na esquadra, o escudo protector das pedradas dos manifestantes. 50 000 mil contos teria sido a quantia gasta nos últimos tempos pelo Governo para equipar a polícia. Ah! Ah! Os tempos vão desassossegados! (1974.03.12)
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Dizia a BBC ontem que prosseguia o chamado "julgamento" das 3 Marias (Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa) autoras dum livro chamado "Novas Cartas Portuguesas" sobre problemas da mulher portuguesa, que a acusação pública considera pornográfico e ofensivo da moral e dos bons costumes. Mas uma das testemunhas de defesa, Maria Emília... , afirmou que ofensivo da moral e dos bons costumes era o facto duma mulher não poder andar na rua e transportes públicos em Lisboa (e em Évora ?) sem ouvir piropos indecorosos e ser apalpada. Referiu também as vantagens que os homens da classe alta tiram impunemente da sua posição sobre as jovens das classes inferiores. (MCG - 1974.03.21)
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ler o resto em O Dia da RAÇA e o que mais se lerá
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Um 1º de Maio no tempo do fascismo

O 1º de Maio é um dia dos trabalhadores comemorado em muito países desde 1889, por vezes em festa mas quase sempre em luta por melhores condições de vida e de trabalho. O mesmo sucedeu em Portugal na longa noite fascista, apesar de repressão e da negação de direitos elementares, como os de associação, manifestação e reunião.

Ao folhear jornais desse tempo encontramos o 1º de Maio de 1962 segundo o Diário de Notícias de 3 de Maio, de que transcrevemos partes essenciais, mantendo os subtítulos originais: (...)

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continua em Um 1º de Maio no tempo do fascismo - Victor Nogueira

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Arraiolos - Inquéritos às Condições de Vida e de Trabalho (1973)

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Arraiolos

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Os inquéritos vão correndo. Não acredito no trabalho que estou fazendo - uma maneira do Ministério das Corporações e Previdência Social despender umas massas dos contribuintes sem que para eles advenham benefícios. Com uma semana de inquéritos sou capaz de fazer um relatório sobre a situação dos trabalhadores do concelho de Arraiolos, que não diferiria muito dos resultados que se virão a apurar com o tratamento estatístico das informações obtidas. Qualitativamente melhor. A maioria das respostas parecem tiradas a papel químico.
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(...)
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continua em
O Alentejo Rural - antes e depois de Abril - Victor Nogueira
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Evolução de Évora – a situação em 1975


A Rádio Renascença transmite "Os Vampiros", do Zeca Afonso! Rei morto, Rei posto! A Junta de Salvação Nacional, como a si própria se intitula, abre a tarracha e já hoje tornou público o seu programa, cujo ponto limite é a realização de eleições gerais para a Assembleia Constituinte e Presidente da República no prazo de 12 meses.

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No café Estrela, velhos falam dizendo que os jovens de agora são melhores que no seu tempo: "A gente também não concordava com o Salazar mas nunca tivemos coragem de fazermos o que eles fizeram.". Nas imagens que a RTP transmite a nota dominante entre os manifestantes e os mirones era a juventude. Outro velho diz que nunca foi marcelista. (MCG - 1974.04.26)

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continua em OS DIAS DA REVOLUÇÃO (notas soltas) - Victor Nogueira

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Bónus
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Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades em Setúbal
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O que sucedeu a 28 de Maio 28 de mayo 28 mai May 28 28 maggio


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Quanto à correspondência violada [pela PIDE], por razões que desconheço, só seguiam recortes de jornais relatando o que se tem passado na Assembleia Nacional.(...) Daqui para o futuro acompanharão os recortes uma lista detalhada dos mesmos e irão lacrados. Farto de malandros ando eu. (NSF - 1971.06.30)
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sábado, 7 de junho de 2008

A Poesia e a Feira das Vaidades (trabalhos de Sífiso)



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* Kant_O_Photomático
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* Porque estou na BLOGOSFERA
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* Seja Bem-Vindo Quem Vier por Bem
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* Veramente Vero
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Castigo de Sífiso

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Escrever não é atividade fácil, embora pareça. Há tempos, um amigo, após visitar uma jornalista, me disse que ela (jornalista) não devia saber escrever, tantos os manuais sobre a arte de escrever espalhados em sua mesa e estante. Quem - profissional de imprensa – precisava de tantos manuais, dizia o amigo, com certeza ainda não sabe escrever.As coisas não são assim, apressei-me a esclarecer. O escritor que achar que sabe tudo, já está deixando de saber de muita coisa. É que quanto mais se escreve, quanto mais se ilustra, quanto mais se tem conhecimento, mais se amplia o nosso desconhecimento.

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O Rei de Corinto, Sísifo, segundo a lenda grega, tendo escapado do inferno, como castigo pela fuga foi condenado a empurrar uma pedra até o alto da montanha. Quando terminava o trabalho, a pedra despencava morro abaixo e Sísifo era obrigado a recomeçar. O “castigo de Sísifo” de quem escreve é estar sempre lendo manuais e livros e revistas em geral, para se atualizar e para se fazer entender por seus leitores. Nunca se atualiza completamente e nem sempre se faz entender pelos leitores. Não se fazer entender pelos leitores é o pior que pode acontecer a quem escreve.

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É castigo de Sísifo, redobrado.Em ótimo livro (“A Arte de Argumentar”, Ateliê Editorial, 136 páginas, R$ 29,00) o autor, Antônio Suárez Abreu, professor da UNESP, traz este texto:

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“Durante a campanha para a prefeitura de São Paulo, em 1985, Jânio Quadros contou com o apoio do deputado e ex-ministro Delfim Neto. Durante um comício para moradores de um bairro da periferia, Delfim terminou sua fala dizendo:“ – A grande causa do processo inflacionário é o déficit orçamentário!” Logo depois, Jânio chamou Delfim de lado e disse: “ – Delfim, olhe para a cara daquele sujeito ali. O que você acha que ele entendeu do seu discurso? Ele não sabe o que é processo. Não sabe o que é inflacionário. Não sabe o que é déficit. E não tem a menor idéia do que é orçamentário. Da próxima vez, diga assim: - A causa da carestia é a roubalheira do governo”.

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Eu nunca tive muita simpatia pelo presidente Jânio Quadros. Sempre o achei bastante desequilibrado para comandar um país, principalmente o meu país. Em compensação, gostava menos ainda de Delfim Neto. Com o correr dos tempos o pensamento da gente vai se modificando e a opinião sobre os outros também, para melhor ou para pior. No caso dos dois, para melhor.

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Mas aqui, confesso que gostaria de ter nos escritos a síntese definitiva de Jânio Quadros, jogando pela janela o palavrório inútil de Delfim Neto, para explicar o fenômeno que Jânio sintetizou em menos de uma linha: “A causa da carestia é a roubalheira do governo”.

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É assim que eu queria dizer as coisas.Espero que para o próximo ano eu possa ser mais Jânio e menos Delfim, se não fui suficientemente até agora. Mas nada me livra, a mim e à jornalista visitada pelo amigo, do eterno trabalho de Sísifo: ler incessantemente e fazer anotações para completar as 38/40 linhas a que me condenei. E, na semana que vem, recomeçar mais uma vez.

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Fonte: http://www.atenasnoticias.com.br/site/colunas.asp?codigo=6936&tipo=4
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A Feira das Vaidades
[151054]
€30.35
A Feira das Vaidades
Clique para ampliar
Autor:
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William_Makepeace_Thackeray


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Inglaterra está à beira da guerra decisiva com Napoleão, os impérios europeus degladiam-se, centenas de milhares de homens morrem nos campos de batalha e a classe alta de Londres continua feliz, a beber os seus cálices de Porto e Madeira e a não abdicar dos seus maiores excessos, loucuras e luxos.

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Na escola de Miss Pinkerton, as meninas Rebecca Sharp e Amelia Sedley tornam-se as melhores amigas. Becky é orfã e não tem rendimentos; Amelia pertence a uma família da burguesia endinheirada. Becky é ambiciosa, sedutora e falsa; Amelia é a personificação da inocência pura. Juntas, vão passar os maiores momentos de paixão, sofrimento e vingança num cenário de exuberância e fausto que tem como pano de fundo os horrores das Guerras Napoleónicas.

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Até 1847, William Thackeray era praticamente desconhecido do público. Nesse ano, começa a editar em fascículos o seu primeiro romance - A Feira das Vaidades - que é hoje considerado a sua obra prima e que foi colocado a par com o melhor que Charles_Dickens escreveu (ver também
en.wikipedia.org/Charles_Dickens)
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Com absoluta mestria, Thackeray retrata de maneira realista e satírica, a decadência e arrogância da alta sociedade londrina, construindo uma galeria de personagens que se mantém imortal.

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Desenho de Camilo Monteiro
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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Portugal - «Eleições» de 1945 a 25 de Abril de 1974




Recursos na Internet: Cinquentenário das Eleições Presidenciais de 1958

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25 de Abril - «olhares» - «entrevistas» - «verdades» (31) - por Artur Silva

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D'ali e D'aqui: «Humberto Delgado não foi morto a tiro» - entrevista de Eugénia Ribeiro a Frederico Delgado

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A «cartilha» continua a ser a mesma, a de Santa Comba? - Victor Nogueira
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O general e o medo - comentário/artigo de Rui Ramos no blog Terra do Sol
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Humberto Delgado - As eleições de 1958 em Angola - Quitexe [e não só] - João Nogueira Garcia

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Humberto Delgado, o filme - blog Estrada Poeirenta

Não tanto pelos resultados eleitorais (a manipulação foi total) mas pela .... As eleições presidenciais foram, portanto, um momento de forte debate político ...
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Leituras complementares:
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Série Beato Salazar
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Fascismo - 1926 a 1974 - 48 anos sem direitos. -
Victor Nogueira
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25 de Abril - Reflexão e alguns dados - Victor Nogueira
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Mortos com os «safanões» ordenados por Salazar e Caetano (2) - Victor Nogueira
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O maior português de todos os tempos (1) Zé Povinho ou Fernão Mendes Pinto - Victor Nogueira
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O 25 de Abril - Os Prós e os Contras da Democracia -
Victor Nogueira e outros
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A matança dos «inocentes», segundo a História do Senhor M. Lima -
Victor Nogueira
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O Maior Português de sempre (6) - Salazar porquê ? - Luis Alves de Fraga e comentários de Victor Nogueira e outros
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Achamentos, Descobrimentos ou Encontros de Culturas - uma outra abordagem ! - Victor Nogueira
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Em 1945

O “Terramoto Delgado”: as eleições presidenciais de 1958 .... como a CDE (Comissão Democrática Eleitoral), mas cujas acções de campanha são, muitas vezes, ...
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Humberto Delgado - As eleições de 1958 em Angola - Quitexe e não só


Não tanto pelos resultados eleitorais (a manipulação foi total) mas pela .... As eleições presidenciais foram, portanto, um momento de forte debate político ...

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Publicações

25 anos de Poder Local em Fafe (1976-2001): Os resultados eleitorais, ... “Para uma História das Eleições Presidenciais de 1949 e 1958 na Vila de Fafe”. ...
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Eleições de 1958 - O Flaviense

Eleições de 1958. Humberto Delgado 50 Anos Depois. ... em Chaves o Cinquentenário da visita de Humberto Delgado e das Eleições Presidenciais de 1958. ...
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Kant_O_XimPi

.A Câmara de Aveiro aprovou a alteração do nome e funcionalidades do Museu da República – Arlindo Vicente que passará a designar-se por Museu da Cidade e que ...
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Kant_O_XimPi
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Há 100 anos, na freguesia do Troviscal, nasceu Arlindo Vicente, ... Arlindo Vicente, ao aceitar a honrosa mas também perigosa missão de ser candidato da ...
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Cartoon - João Abel Manta
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terça-feira, 13 de maio de 2008

Visões do Mundo que nos cerca

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Uma greve no antigamente - Victor Nogueira
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Um 1º de Maio no tempo do fascismo - Victor Nogueira
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O 4 de Fevereiro e o início da guerra em Angola - Victor Nogueira
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O 15 de Março em Angola - Victor Nogueira
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Vidas (2) - O Cunha, alfarrabista em Luanda - Victor Nogueira
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Vidas (4) - A Bela e o Monstro - por Victor Nogueira
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Vidas (5) - A fúria do Zé do Casarão - Victor Nogueira
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Na cadeia e no tribunal de Arraiolos - Victor Nogueira
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Uma sessão cultural em Évora - 1972 - Victor Nogueira
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RTP - Zip-Zip - Uma pedrada no charco - Victor Nogueira e outros
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Breve história dum miúdo - o Jorge - Victor Nogueira

Coimbra - Encontro Nacional de Direcções Associativas - Novembro 1974 - Victor Nogueira
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1974 - Campanhas de Alfabetização - Victor Nogueira
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OS DIAS DA REVOLUÇÃO (notas soltas) - Victor Nogueira
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O Alentejo Rural - antes e depois de Abril - Victor Nogueira
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O 1º emprego, a tempo inteiro - Victor Nogueira
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O maior português de todos os tempos (1) Zé Povinho ou Fernão Mendes Pinto - Victor Nogueira
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O Maior Português de sempre (6) - Salazar porquê ? - Luis Alves de Fraga e comentários de Victor Nogueira e outros
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Mortos com os «safanões» ordenados por Salazar e Caetano (1) - Victor Nogueira
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Mortos com os «safanões» ordenados por Salazar e Caetano (2) - Victor Nogueira
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Efemérides entre Agosto e Setembro - Victor Nogueira
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1926 a 1974 - 48 anos sem direitos - Victor Nogueira
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Reflexões sobre a história e os diferentes ângulos de visão - Victor Nogueira
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A matança dos «inocentes», segundo a História do Senhor M. Lima - Victor Nogueira
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O Direito à Vida acaba com o nascimento?- Textos de Victor Nogueira e Anabela Fino
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Histórias com o Caló - Victor Nogueira

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As voltas que o Mundo dá - Victor Nogueira
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Quem são e como são os Patrões portugueses - Victor Nogueira
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25 de Abril - Reflexão e alguns dados - Victor Nogueira
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A mulher e o mundo do trabalho - Igualdade por cumprir - Victor Nogueira
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6 de Julho [2006] - Razões de ser duma jornada de luta - Victor Nogueira
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A subversão encapotada da Constituição - Victor Nogueira
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A Escola Pública posta em causa ? - Victor Nogueira
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Vitória do Sim - IVG - Jerónimo de Sousa antecedida de nota de Victor Nogueira
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Um Mundo de contrastes - Victor Nogueira
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Teletrabalho: uma via para a liberdade ou caminho para a exploração? - Victor Nogueira
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Salazar e a defesa de Portugal do Minho a Timor - Victor Nogueira
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Massacres em Angola - 1961- pontos de vista - Victor Nogueira
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Histórias de enganos ... - Victor Nogueira
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Guerra, Descolonização e tentativa de branqueamento da História - Victor Nogueira
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Portugal: descolonização exemplar ou traição criminosa ? - Victor Nogueira
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Abril em Maio após Novembro (1) - Concepção e selecção de imagens de Victor Nogueira
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Abril em Maio após Novembro (2) - Victor Nogueira
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Paris, já está a arder? - Victor Nogueira (texto e selecção de imagens) e

Em conversa com ... (11) «anti-prémio da Humanidade» - Concepção e selecção de imagens de Victor Nogueira . Informação alternativa - Victor Nogueira
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Silêncio - Foto de autor não identificado espalhada pela blogosfera como em ...
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domingo, 3 de fevereiro de 2008

Série O Postal e a Escrita

* Victor Nogueira
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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Série Viajando por aqui e por ali

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* Victor Nogueira



Kant_O_XimPi

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Viagens virtuais - Victor Nogueira
Em conversa sobre Viagens - Victor Nogueira e Maria - Fotos VN
Tentúgal e Tomar - Victor Nogueira
Por terras do Montijo, Alcochete e Atalaia - Victor Nogueira
Barreiro, Moita, Alhos Vedros e Gaio-Rosário - Victor Nogueira
Mafra, Ericeira, Peniche e arredores - Texto e fotos Victor Nogueira
Viagens virtuais - Monsaraz, Évora, Beja e falsificações - Texto e fotos de Victor Nogueira
S. Paulo da Assunção de Luanda - Victor Nogueira

Uma outra Luanda - antes e agora ou o impossível retorno - Victor Nogueira
Serpa nocturna - texto e fotos de Victor Nogueira
Viagens (4) - Alcobaça - Victor Nogueira
Viagens (3) - Nazaré e arredores - Victor Nogueira
Viagens (2) - Óbidos e arredores - Victor Nogueira
Viagens (1) - Caldas da Rainha e Arredores - Victor Nogueira
Notas sobre Setúbal - cidade - Victor Nogueira
Achamentos, Descobrimentos ou Encontros de Culturas - uma outra abordagem ! - Victor Nogueira
O maior português de todos os tempos (1) Zé Povinho ou Fernão Mendes Pinto - Victor Nogueira
Na casa de Goios - Victor Nogueira
Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974) - Victor Nogueira
MEMÓRIAS - Viajando pelas linhas do Norte e do Oeste - Texto e fotos de Victor Nogueira
MEMÓRIAS - De Lisboa ao Porto, no antigamente - Victor Nogueira
Évora - 1969 a 1974 - Texto e fotos de Victor Nogueira

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Ao (es)correr da pena e do olhar

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De Luanda a Cambambe (1964)
Peniche e Cabo Carvoeiro
Uma viagem de avião - Lisboa - Luanda e não só
Alentejanando por Arraiolos e circunvizinhanças e os problemas da agricultura em 1973
De Alcácer do Sal a Vale de Guiso e à UCP Soldado Soldado Luís
Alentejanando por Santiago do Cacém

Deambulando pelo município de Oeiras

Deambulando por Lisboa (30) - A Lisboa Oriental, do Campo das Cebolas aos Olivais
Deambulando pelo Kant_O (1)
Deambulando por Lisboa (29) - Carnide e Luz
Habitação operária - Ilhas e Vilas
Deambulando por Lisboa (15) - Praça de Espanha, Sete Rios, Benfica e Laranjeiras
Deambulando por Lisboa (14) - História e Percursos na Wikipedia
Deambulando por Lisboa (13) - Martim Moniz, Almirante Reis e Areeiro
A Beira interior - Texto e fotos de Victor Nogueira
Deambulando por Lisboa (9) - Da Penitenciária de Lisboa aos Restauradores - Nota de Victor Nogueira
Deambulando por Lisboa (7) - Da Alameda a Alvalade
Deambulando por Lisboa (5) - Da Estrela passando pela Lapa até Campo de Ourique
Deambulando por Lisboa (4) - O Castelo, Alfama, Graça e Mouraria
Deambulando por Lisboa (3) - A Baixa pombalina, o Passeio Público e as Avenidas Novas - VN e outros
Deambulando por Lisboa (2) - Do Terreiro do Paço ao Cais do Sodré; O Chiado, o Bairro Alto, a Lapa e a Madragoa.
Lisboa e a vida quotidiana - Memórias Dispersas - Breves, de 1962 a 1974
Deambulando por Lisboa (1) * Victor Nogueira - Por Belém, Alcântara e Ajuda
As feiras de Évora, Setúbal e Lisboa (Memórias esparsas)
Viagens virtuais * Victor Nogueira
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Galeria & Photomaton
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Ferroviando pela Linha de Cascais - Texto de Álvaro Dias




Série Deambulando por Lisboa - Textos de Victor Nogueira e de outros, Ilustrações e Fotos de outrem

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